15 de janeiro de 2015

Alma Aprisionada

Postado Por: Rogério da Fonseca with 1 Comentario
Somos dotados de várias capacidades e dons. Ouso afirmar que cada ser humano enquanto ser-vivente é naturalmente portador de dons singulares. Por uma razão muito simples e lógica: não somos iguais! Sim, constatação óbvia, porém ignorada ao longo da História da humanidade.

Toda tentativa de aprisionar o ser-vivente acaba por trazer frustração à alma. Por isso, buscamos objetivos na vida, como meio de nos livrarmos do congelamento do interior. Alguns concentram sua busca faminta de vida nas mais variadas experiências físicas e mentais que ultrapassem o comum, o singular.

Então viciam-se em drogas, sexo e outras coisas que os fazem sentir que estão vivendo a vida, sendo ser-vivente e não ser-existente. Por outro lado, há aqueles que decidiram ser-existentes, vendo a vida passar, aprisionados por um conjunto de coisas que geram medo de ser-vivente.

Este estado é geralmente atrelado a culpa e insegurança. Ora, alguém culpado não se defende, apenas se julga e assim vive condenado. Uma vez condenado, a culpa não cessará, ocorrerá o inverso: ela voltará com novos argumentos e com uma força ainda maior.

Havendo culpa, haverá o medo de tentar. Por via das dúvidas, a escolha sempre é ser um ser-existente, deixando que a vida seja apenas horas e dias que se vão. Outros, acham que ser ser-vivente é fazer tudo que dá na “telha”.  Mas ninguém compreende o que de fato é viver.

Viver é um estado contínuo, que inclui todos os acontecimentos físicos, naturais e mentais. Físicos e naturais porque estamos na Terra e tudo que acontece nela nos afeta, sejam eleições, catástrofes, mortes, nascimentos e etc. Mentais porque sendo seres-viventes não há como aprisionar a mente sem que isso engesse a alma.

De toda sorte, somente se consegue ser ser-vivente quando se tem um encontro visceral com o amor, quando se aliviam os pesos e as bagagens do passado, quando se dá a alma o alimento que ela precisa e que vem diretamente de quem a criou.

Ser-vivente caminha longe de qualquer presunção de poder, de glória. Essas coisas apenas enchem o coração carnal do homem, sem ter o poder de plantar nele a semente do amor, que cresce para a eternidade.

Quando falo sobre ser-vivente e ser-existente me preocupo com as interpretações que geralmente vão em dois sentidos: o primeiro deles é a vontade avassaladora de fazer tudo que se quer fazer, sem antes pensar se aquilo que se quer fazer vai trazer bem.

O segundo sentido é que aquele que lê traz consigo toda sua bagagem e não vai permitir que tais sementes caiam em boa terra, pois a culpa e o medo de deixar com que o calor do que foi falado descongele a alma é muito grande e produz um terror terrível, pois o único estado seguro até então conhecido é o de ser-existente, pois não se quer correr riscos sendo um ser-vivente e um ser pensante.

Por isso, todos precisamos discernir as ocasiões com parcimônia, sem exageros de nenhum dos lados, pois todo o exagero gera prisão da mente que gera alma angustiada e engessada. Essas são algumas das causas frequentes de toda tristeza e vazio existencial que acomete o ser humano.

O ser-existente tende a ser mais conformado com tudo, acredita que aquilo que lhes vem aos ouvidos é precioso, principalmente se soar como afirmação do seu engessamento, da sua culpa e do seu medo. Mas a vida implica em encontros interiores viscerais, expondo os nervos, para que ao mínimo sopro nossa fragilidade se revele e seja enfrentada com a coragem do que se enxerga, para poder ser um ser-vivente desculpado, desassombrado, firme e com caráter na vida.

Que hoje a gente enxergue lá dentro do que somos, onde ninguém se esconde, nem de si mesmo. E uma vez exposto o nosso conteúdo, que a semente do amor, seja plantada e germine para a eternidade. Não tenha medo, apenas deixe a voz que fala e faz arder o seu coração prosseguir, tirando o frio e o gesso de sua alma e transformando-o em um ser-vivente! Sim, apenas venha! E os dons naturais serão aprimorados, sem medos!


Um grande abraço!

4 de janeiro de 2015

Cheios de Deus... SERÁ!?

Postado Por: Rogério da Fonseca with Sem Comentarios

Gente boa, como estão? Muito se fala por aí, tanto nas relações pessoais quanto nas virtuais, sobre "ser de Jesus" ou "ser de Deus". Principalmente entre os jovens surgem os mais variados movimentos para "resgatá-los" do "mundo", posto que afastados de Deus, segundo os critérios destes movimentos.

É uma síndrome messiânica, salvadora de todos aqueles que estão perdidos nesse mundão, jogados no uso de bebidas alcoólicas, cigarros, prostituição, lascívia, jogos de futebol, ps3, xbox e etc. Por essa razão, surgem os convites do tipo: "Venha para Jesus, preencha seu vazio! Não adianta ficar no álcool, baladas, namoradas, e morrer sem salvação. Eu sou feliz sem nada disso, pois tenho Jesus." Frase familiar não é? Pois bem. Analisemos o tal vazio descrito pelas pessoas praticantes da religião e que até então denominam-se "cheios".

Vejamos que por trás do vazio, existe a frustração decorrente de dois motivos: o primeiro, é que geralmente a pessoa está em uma idade jovem e foi praticante destas coisas e posteriormente encontrou alguma espécie de conforto na religião e realizou a troca do que lhe era prejudicial por um comportamento mais regrado.

O segundo motivo é que a pessoa em idade jovem não tem outra experiência do ponto de vista social além da igreja, não teve outro envolvimento senão aquele oriundo das relações ditas como espirituais. Estes aí são os que levantam a bandeira do vazio preenchido.

O vazio é preenchido por seu envolvimento com as atividades religiosas, tais como música, teatro, ministérios, lideranças dentre outros, que os fazem sair do meio do povo e ficar em um lugar de atenção. Ou seja, são agora vistos e sentidos, ouvidos.

Antes disso eram apenas mais um na multidão, anônimo, sem voz nem cor. Agora não, as coisas mudaram! Passou a fazer parte do grupo e como tal merece atenção adequada, o que gera, pelo desenvolvimento de suas funções uma autoafirmação, um preenchimento do vazio existencial e sem sentido.

Voltando ao primeiro caso, daqueles que tiveram vasta experiência no "mundo" e agora se converteram, vejamos que a novidade da relação entre religiosos é muito fervorosa, porém sem raízes na existência. Muda-se de caminho, mas não de vida. Por uma razão muito simples: vivemos no mundo. Vivemos no planeta Terra. A entrada do Evangelho em nós nos faz como sal da Terra - repito: planeta onde vivemos, morremos, namoramos, bebemos, jogamos e tudo mais. O sal é na Terra, não em Marte! É nas relações sociais, com saúde mental e espiritual, o que há muito tempo não se vê por aí.

Por essas simples razões é que pergunto: será que aqueles que se dizem cheios de fato o são? Será que não houve uma troca sistêmica de vazios, trocando a vida anônima e sem sentido por uma vida agora lotada de compromissos e afazeres que lhe dão cor e ânimo pra viver?

Pois é, precisamos nos enxergar! O Evangelho produz vida. Jesus disse que quem quiser beber da água da vida deveria chegar até Ele e beber e do interior fluiriam rios de água viva! Veja que as fontes fluem do interior, sem qualquer necessidade de autoafirmação ou síndrome messiânica livradora dos infernos criados pela religião. Apenas beba dessa água e ela fluirá para a eternidade!

Se você passa por isso e quer conversar, vá até o menu VOCÊ NO METACONSCIÊNCIA e em DESABAFO ou CONTATO que assim que puder responderemos! Pode enviar seu desabafo de forma anônima mesmo. No mais, encha-se do que é vida, do que é gostoso, do que é prazeroso nesta existência que foi criada por Deus, pois Ele viu que a Terra é BOA!

Curta, comente, compartilhe, critique!

Abraços e até a próxima!

1 de janeiro de 2015

Des-ligados

Postado Por: Rogério da Fonseca with Sem Comentarios
Gente querida, estamos em 2015! Um ano que será será maravilhoso ou não, dependendo apenas de você. É de costume a misticidade das cores, das comidas como a lentilha e outros trazidos culturalmente como meios de atração de coisas boas no ano que se inicia.

Porém, com ou sem misticidade, o sentimento de alguns é de des-ligamento, des-esperança, des- espero. Sentem-se desligados da vida, do amor e principalmente de Deus.

A maior razão pra isso é a culpa religiosa, o medo do fracasso, do novo e de que nada dê efetivamente certo. Não há receitas para o sucesso. Tudo começa em nós;

E o como somos o centro de tudo, precisamos conservar em paz nosso interior, sabendo que Deus escolheu morar em nós, apesar de nós. A humanidade é dEle!

Não são raros os relatos de cansaço. Alguns referem sentir cansaço mental, outros físico mas poucos procuram compreender a espiritualidade ligada no amor. O peso que alguns carregam é insuportável.

Isso se dá porque se esquecem que são a habitação daquele que é amor. O cansaço físico vem como psicossomatização do suposto des-ligamento vivenciado pelo ser humano, principalmente oriundo da espiritualidade.

Neste começo de ano, quero que você se enxergue e se alivie, alivie o peso! Não somatize doenças físicas por sentimentos religiosos. Renove-se pela sua mente, pelo conhecimento mais simples e puro que pode impregnar a alma e encher o coração, trazendo significado para a vida! Sim, venha! É pra você, não tenha medo dessa paz e liberdade que há muito já foi entregue a você! É pra mim e pra você! Venha! Apenas venha! 

O amor escolheu habitar em você. Sem frescuras, neuroses, culpas. Apenas escolheu e pronto. Desejo a todos um excelente ano e conte sempre conosco, pra qualquer desabafo. Pra isso, navegue aqui no blog até o menu  VOCÊ NO METACONSCIÊNCIA e em desabafo e converse!

Será bem-vindo e acolhido! Lembre-se que você foi ligado e não des-ligado! Que isso se torne certeza em nós!

Um grande abraço!
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